Este banco reúne 15 questões reais de oncologia cobradas nos exames
nacionais — Revalida e ENADE —, com o gabarito oficial do INEP e a
justificativa clínica de cada resposta. Diferente dos testes das aulas, que acompanham o
conteúdo de uma aula específica, aqui o recorte é o do exame: o que as bancas efetivamente
cobram em oncologia.
As questões vêm organizadas em cinco frentes — oncologia cirúrgica, oncologia clínica e
quimioterapia, radioterapia e tratamento multimodal, oncologia pediátrica e, a mais extensa,
rastreamento, prevenção e genética oncológica. Cada questão traz acima do enunciado a sua
procedência exata: prova, ano e número. Reconhecer o padrão da banca faz
parte do preparo.
Ao escolher uma alternativa, a resposta correta é revelada imediatamente, acompanhada da
justificativa clínica. Erre à vontade: numa revisão para prova, a questão
errada e compreendida vale mais que a acertada por sorte.
Suas respostas ficam apenas neste navegador e não são enviadas a lugar
nenhum. Não vale nota. Você pode refazer o banco quantas vezes quiser.
Dona Aurora, de 50 anos, branca, foi submetida à laparotomia
exploradora em caráter de urgência, por obstrução intestinal. No intraoperatório, foi encontrada
lesão estenosante localizada no cólon descendente, acarretando dilatação do cólon a montante, sem
sofrimento intestinal, e ausência de dilatação das alças de delgado. O cirurgião suspeitou de
neoplasia maligna de cólon, e o diagnóstico foi confirmado posteriormente como adenocarcinoma.
Conversando com as duas filhas dessa paciente, uma de 25 anos e a outra de 23 anos, o cirurgião
explicou que, assumindo-se que ela seja o primeiro familiar portador de carcinoma de cólon, ambas
as filhas deveriam fazer o rastreio para neoplasia.
Com base no caso apresentado, responda aos itens a seguir:
Gabarito oficial — INEP
a) Fatores de risco (o candidato deve citar quatro): idade avançada;
obesidade; sedentarismo; tabagismo; consumo elevado de bebidas alcoólicas; dieta rica em carne
vermelha ou processada e pobre em fibras; histórico de doença inflamatória intestinal
(retocolite ulcerativa ou doença de Crohn); ou história familiar de câncer colorretal.
b) Conduta de rastreamento: colonoscopia. Idade de início:
aos 40 anos (ou 10 anos antes do diagnóstico do familiar de primeiro grau afetado mais jovem).
O câncer colorretal apresenta forte associação com hábitos
de vida e herança familiar. Em pacientes diagnosticados em idade jovem, como Dona Aurora aos 50
anos, as diretrizes determinam que os familiares de primeiro grau — as filhas — entram no grupo
de risco aumentado. Para esse grupo, o rastreamento populacional com pesquisa de sangue oculto
não é suficiente. A conduta padrão-ouro é a colonoscopia, que permite visualizar e ressecar
lesões precursoras, os pólipos adenomatosos. O exame deve ser iniciado aos 40 anos, ou 10 anos
antes da idade do diagnóstico do caso índice — como Dona Aurora tinha 50 anos, ambos os
critérios convergem para os 40 anos das filhas.
Compare com o que você escreveu. Numa prova discursiva, o que a
banca pontua é a presença dos elementos objetivos: os quatro fatores, o nome do exame e a
idade — com a justificativa dos dois critérios de início.